sábado, 28 de maio de 2011

Sem Comentários

O idoso curte o que resta de vida e alegra-se com o amanhecer.


O velho sofre com o anoitecer e quando amanhece


acredita que é um dia a menos de vida.




Ilustração: Emerson Fialho

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Protege a tua conta

Usando a Internet (facebook, gmail, hotmail...), recomendamos que altere periodicamente a sua palavra-passe para se manter em segurança quando está online.

Nunca divulgue as suas palavras-passe. Nem as deixe escritas junto ao computador. Se acha que sua conta foi comprometida ou se uma outra pessoa tem acesso a ela, recomendamos que redefina a sua palavra-passe.

Não use palavras fáceis (o seu nome, o nome do seu filho, o nome do seu animal de estimação), nem sequenciais de números (data de nascimento, 12345678...). Use números, símbolos,letras maiúsculas e minúsculas...

Por ex: quer usar o seu nome como palavra-passe - margarida
Então escreva:
M@rg@rid@, ou intercale com a sua data de nascimento 19.05.50 - 19M@rg05@rid@50 - esta é uma palavra-passe forte, tem 15 elementos entre letras, símbolos e números e não é fácil esquecer.

Falaremos futuramente de como alterar as palavras-passes de diferentes programas.
Se precisar de ajuda contacte-nos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A ÚLTIMA IDADE - Poema

Ah, a velhice, coisa frágil:
é guarda-chuvas, é óculos, é meias,
é peso com o vir a idade
Lugar comum dizer que ela
– por ou sem querer –
nos leva e traz à infância
[ah, e como nos leva!...]
Aí, nela ficamos, e permanecemos,
até quando nós, crianças,
quisermos nos deixar dos nossos corpos gastos

O pijama ao meu corpo acostumado
me dá o sinal do fim da boa idade,
sinal de que, além dos guarda-chuvas,
dos óculos, das meias e dos pijamas,
velhice também é chinelos, e calçado estou
nesse meu corpo desacostumado
seco e em falta de prazeres mundanos
[vez de quando em alta]
É quando, ao invés das saladas sem graça,
dos pães integrais, das barras de cereais,
prazeroso, de pulmão cheio,
como qualquer mulher que me restou ao gosto,
como quem sobe e desce degraus!...

É tempo de não ter ninguém com quem,
comigo, possa jogar damas,
e leio menos livros, e acarinho gatos,
e chamo o primeiro idiota que vier me contradizer,
de “seu grandessíssimo idiota”!...

Ah, a velhice, coisa frágil!...
Seu tempo, de dia, é ágil,
e de noite, é guarda-chuvas, é óculos, é meias,
é pijamas, é chinelos, é tosse cheia, é mijo fácil...
E eu, idiota, a criança a ir...
Ah, a velhice, coisa tão frágil!...
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(Djalma Filho)